segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

De mansinho...


Chovia de mansinho
Como os beijos trocados
Que ninguém nos tira
Naquele carro de vidros embaciados
As nossas mãos procurando
O corpo um do outro
Lábios sedentos
Tão longa a distância
Ainda mais o tempo entre duas semanas
Do primeiro beijo, na testa
De duas mãos que se deram
Agora era um nunca acabar de beijos
Agora era um nunca acabar
De querer estar
Nos braços um do outro
Tão longe um do outro
Tanto mar
E o tempo passando
Devagarinho
Até chegarmos aqui…


João Fernando
19 Janeiro 2009


2 comentários:

Maria Mourão disse...

E é assim o amor,gostei do poema:))
Fatinha

Anónimo disse...

Este momento já ninguém mo tira...
chovia torrencialmente
dentro e fora de mim
talvez fosse do céu
que caiam as minhas lágrimas
as minhas lágrimas
as minhas lágrimas
tão longe
tão longe
o medo
não sei
se de te ter
se de te perder
tanto sofrimento
tanta dor
tanto desejo
tanto amor
quem sabe voltes um dia?
quem sabe?
esse é o meu
medo maior...