sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A minha alma doente

A minha alma está doente.
Peguei nela
e com todo o cuidado
lavei-lhe a ferida,
desinfectei-a,
coloquei-lhe um penso.
Ela não sarou.
Deitei-na no meu regaço,
e agora fico muito quetinha
à espera que o tempo ajude
a curá-la.

Por isso,
hoje estou sozinha do mundo
e o mundo está sozinho de mim.



Maria Madalena, 6 de Março de 2008

3 comentários:

Margarida Piloto Garcia disse...

Gosto desta tua alma doente e do modo como a descreves num misto de dor e descrença.Mas dói-me a minha ao sentir a tua tristeza.
Beijos mana Madalena.

Maria Mourão disse...

Retrata bem a dor que se sente quando alguem fere a alma a outra pessoa.
Gostei do poema
Fatinha

Zezé disse...

Nem tão sozinha! Estou sempre por perto, apesar da distância!
E quando nos encontrarmos, farei, com muito gosto, aquela feijoada, que será servida à moda brasileira, com muito samba e alegria.
Ainda não sei onde e nem quando, mas nosso grande encontro acontecrá ainda nesse ano, nem que seja no finalzinho. Pode agendar. Vou trabalhar bastante o ano todo, pra realizar o sonho de conhecer a terra dos meus avôs e poder dar um abraço em você e em toda nossa turma de "manas".
No mais, adorei a observação: "por muito que me custe admití-lo" kkkkkkk
Você é ótima! Te adoro.
beijinho