quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Adeus, sem saudade, mas com muita dor

Tempo da despedida
Dor intensa.

Chegou um momento de adeus
Vou dizer adeus
Tenho que fazê-lo.
De coração
Dorido,
Sofrido.
Fui peregrina

O caminho terminou,
Não levava a lugar algum
Nunca levara…
Iludi-me.

Lutei,
Em vão lutei.
Sonhei,
Em vão sonhei.

Agora
O tempo é de partida.
De despedida,
De luto,
De sofrimento.

Foi o último acto
Caiu o pano
Acabou a peça.

Descalça
E despida
De sonhos e esperanças.
Parto.
O comboio que me leva
De volta à realidade
Espera-me,
Se o perder
Ficarei
Eternamente
Presa à loucura
Ou à dor maior.

Não sobrou nada.

Tudo acaba, um dia
Tudo tem um fim,
E tudo o que me resta
É apenas a palavra

ADEUS.


Maria Madalena, escrito hoje, dia de despedida.

7 comentários:

Maria Mourão disse...

triste mas lindo:)))
Fatinha

Anónimo disse...

Real,belo,triste, e personifica uma das pegadas da minha vida .
Ze

Maria Madalena disse...

Curiosamente este é mesmo um poema real de despedida, não é nem metafórico, é bem real, custa muito encerrar uma parte de nós, mas por vezes custa muito mais não o fazer, por isso tem que ser Adeus, e Adeus mesmo, de uma vez por todas.

Zezé disse...

Tão real que está doendo em mim...

Maria Madalena disse...

Sim mana Zezé, e como dói em mim, e que força tenho eu que fazer para dizer mesmo Adeus, dói muito mais do que estas poucas e pobres palavras podem transmitir.
Não vale a pena sofrer amiga por quem não merece, porque se merecesse não nos faria sofrer. Força mana, toda a força que eu desejo para mim.

Anónimo disse...

Calei me quando não soube dizer não, calei me quando aceitei os defeitos as virtudes, calei me quando ceguei e não quis ver, com muita dor e sem saudade,se foi.

Maria Madalena disse...

A saudade será eterna, e de tão forte não a quero sentir, nego-a, porque a dor da saudade dilacera o coração.
Por vezes somos cegos e não enxergamos o amor que está bem em frente a nós e deixamos que ele escape, outras vezes não cegamos, mas o medo de lutar é tanto que nos deixa prostrados e ele foge-nos como a areia fina, das mãos. A vida nem sempre nos dá segundas oportunidades.
Mas não sei qual é a maior cegueira, se a que não nos deixa ver o amor que tanto chama por nós, se a que não nos deixa ver o amor que nunca existiu?
Dói a saudade, dói o Adeus, meu Deus e como dói.